Última composição de Verdi (1813-1901), "Falstaff" aproveita-se do personagem John Falstaff, de Shakespeare, para contar a história de um nobre inglês decadente e obeso que tenta conquistar duas senhoras burguesas casadas. As duas, entretanto, estão mais interessadas em ridicularizá-lo. Na adaptação apresentada em São Paulo, a ópera é transposta do século 14, período em que se passa a ação original, para o século 19. Sob direção cênica de José Possi Neto, a ópera foi criada para o Municipal em 2003, e retorna ao palco do teatro com o barítono Licio Bruno como Falstaff, a soprano Laura de Souza no papel de Alice Ford e a meio-soprano Regina Elena Mesquita como a fofoqueira senhora.
A remontagem de Falstaff faz parte da proposta do Municipal de reaproveitar antigas montagens, alternadas a novas produções. O elemento novo está no elenco, diferente do da produção original. Além de Lício Bruno, participam das récitas o barítono Douglas Hahn, Leonardo Estevez (Ford), a soprano Laura de Souza (Alice), as meio-sopranos Ednéia de Oliveira (Meg Page) e Regina Elena Mesquita (Mrs. Quickly), a soprano Flávia Fernandes (Nannetta), os tenores Marcos Paulo (Fenton), Sergio Weintraub (Bardolfo) e Paulo Queiroz (Dr. Cajus) e o baixo Pepes do Valle (Pistola). A regência é do maestro chileno Rodolfo Fischer.